ENTRE... LIVROS

Maio 03 2015

dia da Mãe.jpg

Para Sempre

Por que Deus permite
Que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite
É tempo sem hora
Luz que não apaga
Quando sopra o vento
E chuva desaba
Veludo escondido
Na pele enrugada
Água pura, ar puro
Puro pensamento
Morrer acontece
Com o que é breve e passa
Sem deixar vestígio
Mãe, na sua graça
É eternidade
Por que Deus se lembra
- Mistério profundo -
De tirá-la um dia?
Fosse eu rei do mundo
Baixava uma lei:
Mãe não morre nunca
Mãe ficará sempre
Junto de seu filho
E ele, velho embora
Será pequenino
Feito grão de milho

Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas' 

MINHA MÃE - POEMA DE VINÍCIUS DE MORAES

 

 

publicado por Biblioteca às 10:37

Blog da Biblioteca da Escola Secundária c/ 2º e 3º Ciclos D.João V
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