ENTRE... LIVROS

Outubro 07 2011

O Prémio Nobel da Literatura 2011 foi atribuído ao poeta e tradutor sueco Tomas Tranströmer, conhecido pelas suas metáforas e que escreve sobre temas como a morte e a memória.  

Os seus textos estão publicados em várias línguas e em Portugal existem poemas seus publicados em duas antologias, entre elas «Vinte e um poetas suecos».

Andrei Romanenko/Wikimedia Commons

 

Poeta sueco mais traduzido no mundo

 

Nascido em Estocolmo a 15 de abril de 1931, foi psicólogo de profissão até 1990.

Autor de cerca de 20 livros, lançou recentemente uma nova antologia.

Em 1988, foi distinguido com o prémio Pilot, destinado a escritores "com obra literária notável na língua sueca".

Publicou cerca de 15 obras numa longa carreira dedicada à escrita e venceu numerosos prémios literários, como o Prémio Literário do Conselho Nórdico, em 1990.

A maior parte da sua obra está escrita em verso livre, apesar de ter feito também experiências com linguagem métrica.

O poeta sofreu em 1990 um acidente vascular cerebral que o deixou em parte afásico e hemiplégico.

Apesar disso, continuou a escrever. Desde então, publicou mais três obras.

Vive actualmente numa ilha, longe dos olhares do mundo.

É o poeta sueco mais traduzido em todo o mundo (em 30 línguas).

Tranströmer começou a publicar poesia aos 23 anos e o seu primeiro livro intitulava-se "17 dikter" ("17 Poemas").

Em Portugal, Tomas Tranströmer está representado na coletânea "21 poetas suecos", editada pela Vega, em 1981.

A cerimónia de entrega dos Prémios Nobel 2011 realiza-se no próximo dia 10 de dezembro, na capital sueca.

Tomas Tranströmer, no entanto, não vai poder falar para agradecer.

Para os que querem lê-lo em português, podem experimentar aqui:
http://www.triplov.com/poesia/Tomas-Transtromer/index.htm

  

 

O Poeta cantou Lisboa

 

No bairro de Alfama os eléctricos amarelos
cantavam nas calçadas íngremes.
Havia lá duas cadeias. Uma era para ladrões.
Acenavam através das grades.
Gritavam que lhes tirassem o retrato.

“Mas aqui!”, disse o condutor e riu à sucapa como se cortado ao meio,
“aqui estão políticos”. Vi a fachada, a fachada, a fachada
e lá no cimo um homem à janela,
tinha um óculo e olhava para o mar.

Roupa branca no azul. Os muros quentes.
As moscas liam cartas microscópicas.
Seis anos mais tarde perguntei a uma senhora de Lisboa:
“será verdade ou só um sonho meu?”

 

«Lisboa», poema publicado em 1966 e editado em português no volume Vinte e Um Poetas Suecos, Vega, 1980

Tradução de Vasco Graça Moura.

 

Outros laureados deste ano:

Nobel da Medicina: Ralph Steinman, Bruce Beutler e Jules Hoffmann
Nobel da Física: Saul Perlmutter, Brian Schmidt e Adam Riess
Nobel da Química: Daniel Shechtman
Nobel da Literatura: Tomas Transtormer

Nobel da  Paz (atribuído a três mulheres): T.Karman, E. J. Sirleaf e L. Gbowee

publicado por Biblioteca às 19:57

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