ENTRE... LIVROS

Março 30 2012

O encontro com a poesia foi bastante concorrido.

Alunos de várias turmas marcaram presença,

para ler e ouvir poemas de autores de Língua Portuguesa.

O grupo de flautas do Clube de Música, deliciou-nos com lindas melodias.

Foi uma linda manhã de primavera com música e poesia.

 

”À sombra de uma árvore, o tempo já não é o tempo mas a magia de um instante que começa sem fim.”

António Ramos Rosa

 

Aqui fica o registo fotográfico.

 


publicado por Biblioteca às 11:53

Março 21 2012

  

Tempo de Poesia

Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia
Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram
Corolas que se desdobram
Corpos que em sangue soçobram
Vidas que a amar se consagram

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria

Todo o tempo é de poesia

Desde a arrumação ao caos
à confusão da harmonia

 

António Gedeão

 

 O poeta chorava...

 

O poeta chorava
o poeta buscava-se todo
o poeta andava de pensão em pensão
comia mal tinha diarreias extenuantes
nelas buscava Uma estrela   talvez a salvação?
O poeta era sinceríssimo
honesto
total
raras vezes tomava o eléctrico
em podendo
voltava
não podendo
ver-se-ia
tudo mais ou menos
a cair de vergonha
mais ou menos
como os ladrões

E agora o poeta começou por rir
rir de vós ó manutensores
da afanosa ordem capitalista
comprou jornais foi para casa leu tudo
quando chegou à página dos anúncios
o poeta teve um vómito que lhe estragou
as únicas que ainda tinha
e pôs-se a rir do logro é um tanto sinistro
mas é inevitável é um bem é uma dádiva

Tirai-lhe agora os poemas que ele próprio despreza
negai-lhe o amor que ele mesmo abandona
caçai-o entre a multidão
crucificai-o de novo mas com mais requinte.
Subsistirá. É pior do que isso.
Prendei-o. Viverá de tal forma
que as próprias grades farão causa com ele.
E matá-lo não é solução.
O poeta
O Poeta
O POETA DESTROI-VOS

 

Mário Cesariny, de Nobilíssima Visão, Colecção Poesia e Verdade

  

ALGUNS GOSTAM DE POESIA

 

Alguns -

Quer dizer nem todos.

Nem a maioria de todos, mas a minoria.

Excluindo escolas, onde se deve,

E os próprios poetas

Serão talvez dois em mil

 

Gostam –

Mas também se gosta de canja de massa,

Gosta-se da lisonja e da cor azul,

Gosta-se de um velho cachecol,

Gosta-se de levar a sua avante,

Gosta-se de fazer festas a um cão.

 

De poesia –

Mas o que é a poesia?

Algumas respostas vagas

Já foram dadas,

Mas eu não sei e não sei, e a isto me agarro

Como a um corrimão providencial.

 

Willawa Szymborska, Premio Nobel de Literatura 1996.

  

Frutos

 

Pêssegos, peras, laranjas,

morangos, cerejas, figos,
maçãs, melão, melancia,
ó música de meus sentidos,
pura delícia da língua;
deixai-me agora falar
do fruto que me fascina,
pelo sabor, pela cor, 
pelo aroma das sílabas:
tangerina, tangerina.

 

Eugénio de Andrade

 

Neste poema o poeta fala-nos sobre os frutos.

Experimenta tu, também, escrever uma poesia sobre o teu fruto preferido.  

Envia-nos o teu poema por e-mail, para be.esdjv@sapo.pt, ou através do comentário do blog. 

publicado por Biblioteca às 07:55

Março 08 2012

O Dia Internacional da Mulher é comemorado anualmente a 8 de Março.

A data foi celebrada pela primeira vez a 19 de Março de 1911 na Áustria, Dinamarca, Alemanha e Suíça.

Desde esse ano, o dia tem vindo a ser comemorado em vários países, de forma a reconhecer a importância e contributo da mulher na sociedade.

A data serve ainda para recordar as conquistas das mulheres  e a luta contra o preconceito, seja racial,sexual, político, cultural, linguístico ou económico é outro dos objetivos do Dia Internacional da Mulher.

Em 1975, as Nações Unidas promoveram o Ano Internacional da Mulher e em 1977 proclamaram o dia 8 de Março como o Dia Internacional da Mulher. 

A nossa homenagem a todas as mulheres.

 

publicado por Biblioteca às 08:58

Março 02 2012

O mundo celebra os 200 anos do nascimento de Dickens

 

 “Uma vaga noção de tudo, e um conhecimento de nada” (Dickens)

 

2012 é ano de comemoração do bicentenário do nascimento de Charles Dickens um dos mais conhecidos autores da literatura inglesa.

É autor de obras clássicas como Oliver Twist, David Copperfield, Um conto de duas cidades, Grandes Esperanças, Um conto de natal entre outros, sendo que vários deles foram adaptados para o cinema e a televisão.

Nasceu a 7 de fevereiro de 1812.

 

Em mais de 100 países, terão lugar as mais variadas comemorações.

Portugal não será excepção e, em Lisboa, a Biblioteca Nacional celebra o bicentenário com uma exposição biblio-iconográfica promovida conjuntamente com o Centro de estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa.

Na Hemeroteca Municipal foi inaugurada a mostra Dickens nas Colecções das Bibliotecas Municipais de Lisboa.

publicado por Biblioteca às 09:46

Março 01 2012

 

 

Oliver Twist, uma das obras mais conhecidas de Dickens,

foi inicialmente publicada em fascículos entre 1837 e 1839 na revista Bentley’s Miscellany

e publicado em formato de livro em 1838.

 Sinopse:

 

Oliver Twist nasce órfão na Inglaterra do século XIX e vai enfrentar as mais difíceis e duras provas que a vida lhe reservou, sem nunca perder a coragem nem a pureza do seu coração. Mal alimentado, explorado desde criança, o pobre rapaz suporta tudo com paciência. Mas recusa um dia os tratamentos injustos que sofre e foge para Londres. Esgotado, esfomeado, é recolhido por um bando de jovens ladrões. Descobre então um outro mundo, igualmente cruel, onde o engano e a força são as melhores armas. Para saberes como é que a história continua, lê o livro!

 

O Autor - Charles Dickens

 

Escritor inglês nascido em 1812, em Landport, Portsmouth, e falecido a 8 de junho de 1870, em Gadshill, Rochester.

Charles Dickens nasceu numa família modesta e foi obrigado a trabalhar, ainda criança, depois do pai ter sido preso por acumulação de dívidas.

Nessa altura já vivia em Londres, para onde se mudou aos dois anos.

Conseguiu fazer a instrução primária e foi então trabalhar como ajudante num escritório de advogados.

Aos 18 anos, também fazia leituras públicas no Museu Britânico.

Entretanto, tornou-se jornalista, tendo elaborado crónicas sobre o parlamento britânico e textos para jornais humorísticos.

Aos 21 anos iniciou a carreira de escritor, assinando contos e ensaios que eram publicados em jornais.

Cinco anos mais tarde, escreveu o livro The Pickwick Papers (As Aventuras Extraordinárias do Senhor Pickwick) e tornou-se, desde logo, um autor de sucesso.

Passou então a publicar romances através de folhetins mensais que se tornaram muito populares.

Com este livro, nasceu um novo tipo de mercado para os escritores ingleses, propondo obras mais baratas.

Inspirado na sua infância infeliz, Dickens lançou romances protagonizados por crianças, como David Copperfield, Hard Time (Tempos Difíceis) e Oliver Twist, onde estas são os heróis.

Para saber mais leia -http://blogue.sitiodolivro.pt/2012/02/07/charles-dickens/-

 

publicado por Biblioteca às 11:41

Blog da Biblioteca da Escola Secundária c/ 2º e 3º Ciclos D.João V
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