ENTRE... LIVROS

Março 29 2016

Ler pode ser viciante!

Top leitor 2º P.jpg

 

Obrigada por mostrarem este gosto pelos livros, pela leitura!

 

 

 

 

publicado por Biblioteca às 19:12

Março 23 2016

Feliz Páscoa e doces leituras.jpg

 

 

 

 

publicado por Biblioteca às 12:25
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Março 21 2016

Primavera 0.jpg

 

As árvores e os livros

 As árvores como os livros têm folhas

e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: «Floresta das zonas temperadas».

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.

Jorge Sousa Braga, Herbário (2002)

publicado por Biblioteca às 15:04

Março 19 2016

A todos os pais um feliz dia!

Feliz dia pais! a palavra convence, mas o exemplo

Os filhos são figuras estremecidas

e, quando dormem, a felicidade

cerra-lhes as pálpebras, toca-lhes

os lábios, ama-os sobre as camas.

É por mim que chamam quando temem

o eclipse e o temporal. Trazem nos cabelos

o aroma do leite e da festa das rosas.

Voam-me por entre os dedos, por entre

as malhas da rede de espuma

que lanço a seus pés. Reinam

num sítio de penumbra onde não

me atrevo sequer a dizer quem sou.

 

José Jorge Letria, in "Os Achados da Noite"

publicado por Biblioteca às 10:10

Março 11 2016

pi.jpg

 

Quem disse que Matemática não rima com poesia?

 A História Infinita do p

"Julgando o fim a chegar,

O Pi deu de começar

A preocupar-se consigo.

E um dia fez a bagagem

E partiu numa viagem

Ao fundo do seu umbigo.

 

Mas o umbigo era mais fundo

Do que o umbigo do mundo

E o Pi regressou mais

Baralhado que à partida,

De cabeça confundida

Com cálculos decimais...

 

Hoje o Pi, já muito velho,

Senta os netos nos joelhos

E fala-lhes de Alexandria,

Da China, de Chung Zhi,

De Al-Kashi, de Al-Kwarismi,

Da Casa da Sabedoria.

 

E dos milhares de milhão

De casas onde viveu

Na sua aventurosa existência,

Desde o dia em que nasceu

Da estranha relação

dum diâmetro e uma circunferência."

 

Manuel António Pina em “O Pequeno Livro de Desmatemática”

 

Vem à Biblioteca visitar uma curiosa exposição sobre o  Pip .

Passatempo:

Diz-nos porque se comemora o dia mundial do Pi a 14 de março. Coloca a tua explicação aqui nos comentários.

Se acertaste na explicação, a biblioteca tem uma surpresa para ti.

PARTICIPA!

 

publicado por Biblioteca às 19:23

Março 08 2016

Dia da mulher il. Josée Masse.jpg

Segue o teu destino,

Rega as tuas plantas,

Ama as tuas rosas.

O resto é a sombra

De árvores alheias.

 

A realidade

Sempre é mais ou menos

Do que nós queremos.

Só nós somos sempre

Iguais a nós próprios.

 

Suave é viver só.

Grande e nobre é sempre

Viver simplesmente.

Deixa a dor nas aras

Como ex-voto aos deuses.

 

Vê de longe a vida.

Nunca a interrogues.

Ela nada pode

Dizer-te. A resposta

Está além dos deuses.

 

Mas serenamente

Imita o Olimpo

No teu coração.

Os deuses são deuses

Porque não se pensam. 

Ricardo Reis - Heterónimo de Fernando Pessoa, in "Odes"

 

 

publicado por Biblioteca às 10:49

Março 01 2016

livro onjaki.jpg

Sinopse

Há espaços que são sempre nossos. E quem os habita, habita também em nós. Falamos da nossa rua, desse lugar que nos acompanha pela vida. A rua como espaço de descoberta, alegria, tristeza e amizade. Os da Minha Rua tem nas suas páginas tudo isso.

"Como num filme, sempre me acontecia isso: eu olhava as coisas e imaginava uma música triste; depois quase conseguia ver os espaços vazios encherem-se de pessoas que fizeram parte da minha infância. De repente um jogo de futebol podia iniciar ali, a bola e tudo em câmara lenta, um dia eu vou a um médico porque eu devo ter esse problema de sempre imaginar as coisas em câmara lenta e ter vergonha de me dar uma vontade de lágrimas ali ao pé dos meus amigos.
A escola enchia-se de crianças e até de professores, pessoas que tinham sido da minha segunda classe, da terceira...
Quando alguém me tocava no ombro, as imagens todas desapareciam, o mundo ganhava cores reais, sons fortes e a poeira também."
O Autor

ondjaki.jpg

Ondjaki nasceu em Luanda em 1977. Prosador. Às vezes poeta. Licenciou-se em Sociologia e é membro da União dos Escritores Angolanos.

Interessa-se pela interpretação teatral e pela pintura (duas exposições individuais, em Angola e no Brasil). Já em Lisboa, fez teatro amador durante dois anos e um curso profissional de interpretação teatral. No ano 2000 recebeu uma menção honrosa no prémio António Jacinto (Angola) pelo livro de poesia Acto Sanguíneo. Participou em antologias internacionais (Brasil e Uruguai) e também numa antologia portuguesa. Co-realizou um documentário sobre a cidade de Luanda (Oxalá Cresçam Pitangas – Histórias de Luanda).
Em 2013, com Os Transparentes, ganhou o Prémio José Saramago.

 

 

 

 

publicado por Biblioteca às 17:57

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